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CARTA ABERTA

António de Sousa   1950 *   CARTA ABERTA *   Diante de ti, que tens fome ou tremes de cansaço, perdoa, irmão, que eu tenha de sofrer um drama que parece de palavras! *     Semeio versos, tu moirejas nas cavas, regando a terra com o suor do rosto e requeimas a carne à boca das fornalhas e gastas a paciência, vivendo ao ritmo inumano das máquinas (eu, é da alma que suo...) *       Não é vida este sonho a que me espelho? Não me dou como tu? Irmão, perdoa! Não fui eu quem talhou o meu destino e a sede de me ser também é inferno! *     Irmão, perdoa! Não feches o teu punho a esta mão sem calos... Outros, mas também tenho os meus trabalhos: é com o cerne dos meus nervos que acendo este luzeiro do meu canto *     Se me não vês assim, se te pareço, ao rumo dos teus passos, o passo inútil duma lua inquieta num céu fechado, ou apenas um mocho (agoirento e romântico), não me fuzile a tua voz de pragas! *       Não me chames...

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