QUEM FOSTE, ANTÓNIO DE SOUSA?

A cor do teu olhar era de mel,


O porte altivo, quase de gigante,


Mas tinhas não-sei-quê no teu semblante


Que despontava em versos a granel...


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O mundo deu-te dias como fel!


Ninguém soube entender-te esse bastante


Que te ressuscitasse em doce infante


Ou devolvesse os sonhos, num anel...


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Poeta, quem te encheu de horas perdidas?


Os sonhos naufragados, quem tos deu?


Quem te fechou a porta às ilusões?


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Nasceste já coberto de mil f´ridas!


O teu reino, afinal, era do Céu


Mas tu desceste ao mundo das paixões...




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In - SEBE(M)TARISMOS- Caderno de rascunhos e manuscritos de M. João Brito de Sousa, neta do poeta.    14.02.08


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