MEA CULPA, MEA MAXIMA CULPA!

 



Aos seareiros da Seara Nova - aos mortos e aos vivos.


 


Memorando Álvaro de Castro e Agostinho de Campos


 


 


...Dias sem sol e noites sem luar.


Tantos mendigos a bater às portas!


Sombras e um vago aroma a flores mortas:


- Aqui foi Portugal, senhor do Mar.


 


Aqui foi Portugal. - E agora? - Um sonho,


fumo, poeira, as árvores sem fruto,


e um coro de mulheres, todas de luto


- um coro negro - ao meu amor, tristonho.


 


Aqui foi Portugal... - E agora? - Um nada!


Pragas, delírio, a terra amortalhada


de fria cinza e baça luz sonãmbula.


 


... Assim viram meus olhos de vaidade,


até que ouvi o grito da Verdade:


- O morto és tu, Lázaro! Surge et ambula!


 


 


In "Livro de Bordo", 2º EDIÇÃO, 1957


 


 


"lANDSCAPE" - Amedeo Modigliani


Imagem retirada da internet


 


 


 

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