DO NOSSO AMOR

 


 



 


Amor! Que doce é a vida de quem ama!


- De perto são os beijos e os abraços;


De longe a saudade, que é uma chama,


Como de estrêla que nos guia os passos.


 


Que bem me sabe a graça do teu nome!


(Como cantiga de água pelo Agosto)


-Faz-me alegria a dôr que me consome


E é manhanzinha á hora do sol-posto!


 


Humilde, o meu orgulho é ter amado


Nos teus olhos mortais a luz dos céus


- Nem sei se tanto amor será pecado!...


 


Pecado!? - E á minha prece comovida,


Ouvir dizer, baixinho, a voz de Deus:


- Para quem ama assim, bemdita a vida.


 


Coimbra, Natal de 1925


 


 


Poema, com a grafia original, retirado de um folheto da Tuna Académica da Universidade de Coimbra, impresso na tipografia União em 1927.

Comentários

  1. Olá amiga João. Mais um lindo poema que tu encontraste no meio das papeladas perdidas. Mas não lamentes o tempo gasto, valeu a pena, é o António de Sousa agradece-te lá onde ele está. Um abraço Eduardo.

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    1. É tão engraçado, Eduardo Está num folheto da Tuna Académica que diz "Viagem a Hespanha - 1927" e tem uns desenhos de "João Carlos, Quintanista de Medicina". Tenho pena de ter pouco espaço para ter esta papelada toda bem acondicionada e tenho de andar sempre com mil cuidados porque os gatos adoram afiar as unhas nos papéis...
      Abraço.

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    2. .Olá amiga João. tem cuidado com i9sso que são relíquias que tu tens. Olha estou a adorar ler, abençoado tempo que eu gastei. Sabes que já passei a celebre pagina 21, e vi o que diz no fundo. Gostei muito mas não esperava nem de longe nem de perto. Obrigado és uma amiga das fixes. Um Abraço Eduardo

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    3. Pois já viste! Não tens de agradecer, eu é que tenho.
      Já experimentei o óleo e não deu. Amanhã volto a pôr. Pode ser que vá à segunda tentativa.
      Abraço grande.

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    4. Olá amiga João. Pronto: Então não agradeças nada que eu também não. Quanto ao óleo, se não der com mais uma tentativa, o melhor é desistires, de tentar, se tu não tiveres ninguém da tua confiança que te vá arrombar o armário, destruindo o menos possível, nós combinamos e eu vou aí um dia ver o que é possível fazer. Um abraço Eduardo.

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    5. Hoje continua a não dar. Nem entendo como foi que isto aconteceu... num dia abria muito bem e, no outro, nem bem nem mal... É uma stante com portas de vidro e já tem mais de setenta anos, maas eu gosto muio dela...
      Abraço e obrigada. Pode ser que vá à terceira...

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  2. Oi Maria


    "Creio que não precisa de nenhum comentário.
    A primeira frase já resume tudo:

    "Amor! Que doce é a vida de quem ama!"

    Abraço

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    1. Ele era muito jovem quando escreveu este poema. Estava, então, na Faculde de Direito da Universidade de Coimbra. O panfleto é muito engraçado.
      Abraço grande.

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