DOBRA
Como perdido vou, ao luar da vida
(minha glória é librar
uma canção perdida),
este dúbio demónio que me lura,
cobre de cinza impura
quanto eu possa cantar.
Viajo de olhos fraternos o Planeta
e a beleza me fere,
no mais fundo do peito, a carne viva
dessa corda secreta
onde, se Deus disser,
pela graça de amar todo o homem é poeta.
Mas, dura, me soverte de cuidados
a voz que O Tal me vela à sua cor.
Meus versos são pecados,
sejam eles de amor!
(A alma cativa,
a bem ou a mal,
não pode ser leal
ao seu melhor.)
In "Linha de Terra", Lisboa, 1951

Olá minha amiga João. Parabéns poque continuas a Glorificar aquele que é e será o teu esteio genético. É uma forma bela de lhe dares continuidade e vida. Obrigado por seres assim. Abraço deste amigo Eduardo.
ResponderEliminarE obrigada também a ti, meu amigo, por vires visitar este blog e partilhares comigo a leitura destes magníficos poemas. Obrigada, também, por estares de volta!
EliminarOlá amiga, João. Não me agradeças, eu é que começo a estar muito recompensado pelo meu regresso. Obrigado a ti e a todas as pessoas que estão a fazer a delícia de serem minha s amiga e me acarinharem. Um grande abraço. Eduardo.
EliminarForça, amigo! Assim é que é!
EliminarUm enorme abraço!
Como visito a Luisa com frequência , entrei aqui sem pedir licença.... desculpa, mas na verdade gostei muito do que vi. Está lindo e com belos poemas o teu blog. Parabens. Voltarei. bj
ResponderEliminarOlá, Tibéu! Fico muito contente por teres vindo ao blog onde estou a publicar, online, a obra do meu avô. Ele foi-se embora muito antes de terem nascido os blogs, mas tenho a certeza absoluta de que, se ainda por cá andasse, ele faria o mesmo que eu!
EliminarObrigada e volta sempre! :)
Voltarei sim, porque na verdade gostei, virei com mais calma e comentarei sobre o assunto. Visita oo meu quando tiveres um bocadinho. bj
EliminarOk, Tibéu. Vou aproveitar agora mesmo que já tenho os comments quase todos respondidos.
EliminarAbraço!