DESGARRE
Não é para pensar que vos convido,
amigos!(Demais sei o que isso custa!)
Eu, de pensar, quisera ter, à justa,
Quanto bastasse p`ra passar de ouvido.
-
Ah, sentir
com as cousas e SER nelas
e entre irmãos! (Não o "sábio" de medir
sua luz à largura das janelas...)
-
O saber (ou o talento)
em orgulho embriaga
e eu só quero ir ao sabor da vaga,
convosco, decerto, mas fiel ao convento.
-
In: TERRA AO MAR
Editorial Inquérito, 1954
Com ilustrações de Manuel Ribeiro de Pavia
-

Viva.
ResponderEliminarEu estou aqui por causa do Fado Saudades de Coimbra, interpretado por José Afonso. De acordo com o meu arquivo "Textos de Zeca Afonso e em Zeca Afonso", este fado é de autoria musical de Mário Faria Fonseca e a letra de António de Sousa. Esta informação obtive-a há muitos anos a partir da capa dum disco e assim a registei. Se alguem disser ser José Afonso autor do poema, está a fugir à verdade, e acusar José Afonso de ter usurpado o poema é incorrecto tambem.
Mas isto só para lhe dizer, cara amiga, a senhora tem razão: o poema é do seu avô!
Cumprimentos
Cresci a sabê-lo e a cantá-lo. Também tenho letras minhas adaptadas à música que pensava que era do Menano porque eles eram grandes amigos. Tenho quase a certeza de que a música é do Menano, mas não posso jurar...
EliminarObrigada por confirmar! Hei-de procurar, pois acho que ainda tenho uma capa da primeira edição do disco
(A VOZ DO DONO).
Abraço.
Viva, novaamente.
EliminarÉ com grande pesar que venho aqui confimar ter encontrado referências ao disco Fados e Baladas de Coimbra de José Afonso (reedição de 1983) em que se dá a obra à parceria Mário Faria Fonseca e José Afonso e no disco Ao vivo no Coliseu säo dados como autores José Afonso e Edmundo de Bettencourt. Uma vez que não tenho os discos aqui comigo, não me é possível confirmar isso. Mas logo que o possa irei fazê-lo e a ser verdade essa falha irei tambem encetar os possíveis para a corrigir. No meu cancioneiro de Fados de Coimbra (carolice minha) o texto do Fado da Saudade tem como autor António de Sousa. No meu arquivo Zeca Afonso como lhe disse tambem; se a música é de Menano ou de Faria Fonseca, não o posso comprovar, eu tenho-a como de Fonseca.
Actualmente decorre um caso com Vitor Marceneiro (neto do grande fadista Alfredo) em que ele afirma que o fado premiado na voz do Carlos do Carmo pertencia a música ao seu avô Alfredo Marceneiro.
É triste ter que assistir a estas coisas, sobretudo quando se paga à SPA precisamente para tal se evitar.
Abraços.
Claro que é, meu amigo. Mas contra factos não há argumentos e eu tenho comigo mais do que uma edição do LIVRO DE BORDO, onde esse poema foi publicado m 1950. Ainda não tive tempo para procurar a capa do disco. Estive online com um primo meu que está na direcção da Casa Veva de Lima (Palácio Ulrich) onde a memória do Chaves de Almeida vai sendo perpetuada através de um lampadário (l+indissimo!) e de um fabuloso Lectus em ferro forjado. Há bem poucas semanas entreguei-lhe um catálogo referente a obras do C. Almeida onde vários escritores manifestavam o seu apreço pelas obras dele. Entre eles está o meu avô, a quem o catálogo está dedicado. Mundo, pequeno mundo...
EliminarAbraço.
Olá Amiga!
ResponderEliminarOlá Amiga!
ResponderEliminarSupreendido com o material até agora publicado. Peço perdão pela minha ignorância mas efectivamente desconhecia o seu Avô, extraordinário poeta. Bem haja por este blog!
António Silva
Obrigada fico eu, por saber apreciá-lo. Muitas vezes só os grandes Homens sabem dar o devido valor a outros grandes Homens...
EliminarAbraço!