INÉDITOS DE ANTÓNIO DE SOUSA
Enviado em carta ao Engº Raúl Martins, 05.05.1968
Teus sonhos morrem nos meus,
Que a vida cai-me das mãos...
Erguei-os vós para os céus,
Amigos meus, meus irmãos!
Numa carta, ainda ao Raúl Martins, 19.05.1968
DECLIVE
...é o mar que chama por mim,
mas a terra é quem me quer
e a Lua-minha-mulher
reza-me as rezas do fim...

É uma pena que vai morrer comigo, o facto de saber que uma grande percentagem dos mortais não tem sensibilidade auditiva para ouvir e entender os gritos de dor de certas almas. É de facto motivo para te orgulhares muito de teres tido por pai uma alma desta grandeza. ele está com certeza a velar por ti para que concretizes todos os teus anseios, está também com certeza muito orgulhoso, da filha que cá deixou. Um grande abraço. para ti Maria João.
ResponderEliminarObrigada, amigo Eduardo. Era meu avô, mas foi sempre como um pai para mim pois cresci ao lado dele.
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EliminarOlá amiga Maria João. Olha amiga, eu penso que o teu entendimento nesse capítulo, não deve ser muito diferente do meu. Há um ditado antigo que é assim. (Parir é dor, criar é amor.) E há outro que é assim. (Os avós são pais duas vezes. Pelas mais variadas razões, nem sempre, os que nos dão o ser são os nossos verdadeiros pais, o amor que nós nutrimos pelos nossos pais, não é porque eles nos fizeram, não é porque eles nos puseram no mundo, é sim porque eles nos criaram, nos deram amor e carinho. Um abraço deste teu amigo. Eduardo.
É bem verdade, meu amigo. O meu pai também era uma excelente pessoa, assim como a minha mãe, mas parece que sempre fiquei mais ligada ao meu avô. Morávamos eu andares contíguos, mas eu lembro-me bem melhor da casa dos meus avós do que da dos meus pais, embora fossem perfeitamente idênticas. A casa dos meus pais foi demolida, mas a do meu avô foi restaurada. Volta e meia, quando venho do hospital e saio do eléctrico em Algés, subo a Rua Luís de camões toda e lá fico eu, tempos infinitos, a olhar para aquela casa...
EliminarAbraço!
Olá Amiga!
ResponderEliminarAos poucos lá vou descobrindo mais do grande e talentoso António de Sousa. Bem haja! Abraços! António
Obrigada pela visita, meu amigo António! Já tinha reparado que ainda não tinha descoberto estes dois inéditos, mas sabia que havia de acabar por encontrá-los! Reparou que eu dei um "jeitinho" no blog e pus umas fotos na barra lateral?
EliminarUm grande abraço!