CRÍTICA LITERÁRIA (continuação)
Esta poesia define bem a maneira poética de António de Sousa. Não há nela expressão directa do sentimento ou da intenção a que alude. Sôbre uma emoção - a emoção do envelhecer - construiu ele esta metáfora, aparentemente inexistente graças à integração imediata na sua expressão transposta ou alusiva. Intelectual, dizia, de um intelectualismo que força as emoções a serem consciência antes de serem emoções, o poeta de "O Náufrago Perfeito" tinha de pertencer à linhagem dos nossos poetas metafóricos. Na verdade até em Camões é difícil, por vezes, encontrar a analogia entre o poema e o seu significado lógico. Há versos seus que são enigmas. Porém não carecem de ser decifrados graças à beleza que em si mesmo possuem. Para sentirmos a majestade da Esfinge, não precisamos de conhecer o segredo que ela esconde. (continua)
In - "Diário de Lisbôa" , 21.2.1945 (artigo de João Gaspar Simões)

Olá Maria João!
ResponderEliminarQue bela forma de homenagear seu Avô! Publicar as críticas é a mais singela forma de dizer ao mundo o que seu Avô representava para esse mesmo mundo. Falo, como é óbvio, do mundo da poesia. Abraços! António
Obrigada, meu amigo. Vou tentar publicar todos os recortes de jornal que "herdei". Alguns estão tão velhotes e vincados que mal se conseguem ler, mas eu vou tentar, de qualquer maneira.
EliminarUm grande abraço.
Oi Maria
ResponderEliminarJá havia passado por aqui algumas vezes até sem comentar.
Tem o mesmo dom do seu avô e acredito que ele deve estar feliz pelo que está fazendo pela memória dele.
Continue defendendo a memória dele.
Ps. Não foi possível ler tudo, mas prometo voltar assim que puder.
Um abraço.
Obrigada pela visita, Velucia. Lê quando quiseres e puderes. António de Sousa foi um dos "grandes" da poesia portuguesa do séc. XX, mas está, infelizmente, muito pouco divulgado.
EliminarFarei tudo o que puder para remediar essa lacuna.
Um beijinho!