SALMO
De não saber morrer me vou vivendo,
inquieto, como os bichos acossados.
De vez em quando um beijo,
e os meus cuidados
como um ventre de grávida crescendo
a um parto que não vejo!
- Lua de versos, ó madrinha incerta
das minhas horas nuas, cor de lava
dessa illha deserta
onde o meu sonho cava
com as unhas em sangue o seu caminho!
Ó lua errante por um céu maninho,
se não podes salvar-me, dize ao vento
que me desfaça esta carne pesada
e me semeie os ossos, noite fora!
(O meu tormento
é a sombra varada
duma dor que demora
além da sua hora.)
- Ó lua, mãe de medo,
deixa, ao menos, uivar-te o meu segredo!
In - "Terra ao Mar", Editorial Inquérito, 1954

Olá Maria João!
ResponderEliminarAcredite que não resisti em transcrever o comentário que acabo de ler "...Poeta autêntico, por cujo estro fecundo perpassa toda a gama de emoções humanas,...". depois de isto não me atrevo a dizer o que quer que seja. Fique bem e tenha um excelente final de semana. Um grande xi coração! António
Obrigada pelas suas palavras, António. É apenas a transcrição de um pequeno texto que li num recorte de jornal. Lamento que não esteja assinado.
EliminarComo tem andado a sua caixa de correio? A minha esteve óptima ontem e hoje de manhã, mas à tarde voltou a avariar-se... ou seja lá o que for.
Um abraço para si!
António; Estou preocupadissima com a situação da poeta!
ResponderEliminarJá viu que ela se despediu de nós?
E penso que é por falta de pagamento á TMN.
E nós ficamos assim????
Pense nisso e diga-me q.q. coisa , urgente, está bem?
A vida é tão injusta, meu Deus!
Ó minha querida Ligeirinha, não te preocupes que eu volto kuandodeuskiser! Não é para ficares aflita, é porque eu penso que vos devo uma explicação. Podem estar descansados que isto se há-de resolver. Só quero é que o Estado Português me reconheça o direito à Reforma Mínima.
EliminarNão se preocupem porque eu hei-de voltar e comigo volta o antoniodesousa.
Um abraço de cometa!