FIGURA DE PASSAR

Paguei o preço da vida


(Quanto?)


não sei a quem nem porquê,


mas sei que fui despedido!...


 


Tanto regaço macio!


Como quisera ficar!


Eu, o momento de um beijo,


a figura de passar...


 


Eu, o gôso de um desejo


e o desepêro mordido,


que vi jantar os felizes


e tôda a minha baixela


são as mãos cheias de vento!


 


In - "O Náufrago Perfeito", Coimbra, 1944

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