ESCALA
Ó rio de monte a monte,
vais ao mar que não conheces!
olha a areia ali defronte,
a pedir que não te apresses!
Destino dos desafios
ilusos, passada a rede,
ó mar que bebes dos rios,
onde acaba a tua sede?
Rios e mar, todos juntos,
chora o meu canto em bemóis.
São sempre sonhos defuntos
as pescas dos meus anzóis.
Cá vou no barco das horas,
a bandeira a meia adriça.
Tudo me serve a demoras,
que eu viajo por preguiça.
Dobro-me em medidos pobres
e à flor das águas me escuta
o deus-dos-pecados-pobres.
(A morte quer-me sem luta)
In "Linha de Terra", Lisboa, 1951

M. João,
ResponderEliminarSempre a surpreender-me ou se calhar não...
Bom Domingo! Abraços! António
Eu penso que, se calhar não... eheheh
EliminarMas as coisas são capazes de abrandar por uns tempos, meu amigo. Não ando muito bem e vão surgir problemas que me vão ultrapassar. Como não quero antecipar o inevitável, nem vou falar mais disso.
Um grande abraço e muito obrigada.
Olha Amiga João. Cada poema é só mais uma surpresa , que já deixou de o ser. adorei e adicionei. Um grande abraço Eduardo.
ResponderEliminarObrigada, Eduardo. Estou a publicar alguns poemas dos últimos livros publicados por ele. Depois voltarei aos livros iniciais, embora não tenha o primeiro.
EliminarAbraço.
Fico esperando, amiga. Um abraço Eduardo.
EliminarAi, e eu hoje, logo hoje, não publiquei nada dele! Ainda vou tentar!
EliminarAbraço.
Não te apoquentes amiga, ele não se zanga contigo, porque sabe quem tu és. Um abraço Eduardo .
EliminarSabes como ele me chamava, Eduardo? Chininho! Eu sempre fui o seu Chininho porque, dizia ele, lhe fazia lembrar um porquinho-da-Índia... eheheh
Eliminartambém ele gostava muito de animais e era membro da Sociedade Protectora dos Ani,mais. Ainda por cá tenho, algures, o seu diploma de membro da SPA ... e da outra SPA também... caramba! Nunca tinha reparado nesta coisa das siglas serem idênticas!
Abraço grande.
Olá amiga João. Não gostei dessa, só lhe perdoo, porque ele fazia isso por carinho. Mas chininho? Nem ao menos chininha Trocar o nome e a espécie, ainda vá com Deus mas o sexo ou o género como se diz em Português técnico, essa não. Um abraço E boa noite. Eduardo.
EliminarChininho... é como ele chamava aos porquinhos da Índia... não importava o sexo. Eram "chininhos" e pronto!
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