CAMINHOS
Caminhos desertos
da noite calada,
caminhos incertos
da minha morada.
Caminhos sòzinhos
das minhas quimeras,
com aves e ninhos
e rastros de feras!
Caminhos sem norte,
caminhos de encanto,
com cruzs de morte
e passos de santo!
Caminhos de um nome
que um anjo perdeu!
Areias da fome!
Oásis do Céu!
Caminhos perdidos
na serra e no val`
com frutos caídos
do Bem e do Mal!
Caminhos regados
com prantos de dor;
caminhos juncados
de beijos de amor...
Estradas sem leito,
profundas barrancas
e curvas a jeito
de seios e ancas!
Caminhos cruzados
- Imensos rosários -,
caminhos gelados
de estranhos calvários!
Caminhos abertos
a golpes, com ferros;
caminhos cobertos
de crimes e erros!
Caminhos perdidos
sem rumo e sem fim...
- Que cinco sentidos
me deram a mim!
In Caminhos, Lisboa, 1933
Imagem retirada da internet

Olá M. João!
ResponderEliminarMais uma caminhada,por este belo templo de poesia... Tenha um bom Domingo! Abraço apertado! António
Olá meu amigo! Estou a ter um Domingo trabalhoso... espero que o seu seja melhor. Ontem ia ficando sem marquises... moro no último andar que fica numa zona particularmente ventosa...
EliminarUm abraço.
Oi Maria
ResponderEliminarEste poema de seu avô ´é muito lindo e muito real.
Desculpe algo que postei no meu blog
Mas algo estranho aconteceu entre o seu e o meu blog
Veja lá
Abraço.
Obrigada Velucia. Vou já ver!
EliminarOlá amiga João. Eu tenho andado afastado, porque nem tudo corre como nós ás vezes queremos. Tive um grande prazer em ler e adicionar mais este soneto, presumo que do teu Avô ou do teu ai? Não importa, é Um, belíssimo poema, Parabéns. Um abraço Eduardo.
ResponderEliminarÉ do meu avô, amigo. Data de 1933 e é o poema introdutório d livro "Caminhos". Obrigada por teres adicionado.
EliminarAbraço grande.
Olá amiga Maria João. Não tens que agradecer, eu adicionei, porque achei o máximo, na minha forma de entender a poesia. Um abraço Eduardo.
Eliminar:) ! Abraço.
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