DE PROFUNDIS
Na terra do Desespêro,
eu sou um fantasma aos ais!
- A vida?!... - Já não lhe quero...
e o Céu é longe de mais!
In "Caminhos", Lisboa, 1933
Na terra do Desespêro,
eu sou um fantasma aos ais!
- A vida?!... - Já não lhe quero...
e o Céu é longe de mais!
In "Caminhos", Lisboa, 1933
Olá amiga João. Só as carcaças são feias, quando são pequenas, de resto, não é por se ser pequeno que se é feio. Tão pequenino como bonito este poema, obrigado, gostei muito. Um abraço Eduardo.
ResponderEliminarÉ mesmo pequenino, amigo, mas eu acho que define muito bem a vida dele. Ele era mesmo assim, um eterno viajante em direcção ao céu, mas sempre consciente de que o céu estava ainda muito longe. Foi uma das poucas pessoas que eu vi partir numa profunda paz. Adormeceu e pronto. Eu estava perto dele quando se apagou suavemente como a chama de uma vela.
EliminarAbraço.
Olá amiga João. Eu vou falar-te de cor, eu nunca passei por isso e tu também não, felizmente. Mas eu penso que deve ser uma felicidade, ou até uma bênção quando se parte assim. Lembro-me muita vez do Papa João Paulo II. A forma como ele partiu, com uma serenidade incomparável. Amiga um grande abraço. Eduardo.
EliminarEu também penso assim, Eduardo. Desculpa mas não vai ser ainda hoje que eu consigo ir buscar o prémio. Vou ter mais umas caminhadas pela frente e hoje é dia de ir buscar os bens ao Banco Alimentar. mas vou ver se te faço uma visitinha logo.
EliminarAbraço grande.
só a experiência ensina as verdades eternas....por isso é bonito e fundo, digo fundo porque vem do fundo, diferente de profundo.Ciao joão. bacio.
ResponderEliminarObrigada, Peter. "Do fundo" dele, António de Sousa... não muito "profundo" por ser tão pessoal e tão claro. É isso?
EliminarBaci.