SONETO DE AMOR
António de Sousa e Alice Brito de Sousa
com o meu pai ao colo
*
SONETO DE AMOR
*
Nasci com olhos tristes de mendigo,
já no receio desta luta feroz;
mas fui senhor do Mundo, em mim, a sós,
até que veio o amor, meu inimigo
*
A quantos me disseram: - "Anda, amigo!
reza, trabalha e canta como nós!"
sei lá que respondi! - À tua voz,
fiz-me de beijos pra noivar contigo...
*
E a tua carne - êsse luar que esmaga -
se a possuí foi como um corpo à vaga,
com o mêdo raivoso dos vencidos
*
Passaste... agora eu todo sou passado;
se comigo fiquei pacificado,
só me restam farrapos dos sentidos!
*
António de Sousa
In Caminhos
Composto e impresso na tipografia da Seara Nova
1933
Imagem retirada da internet


Olá amiga Maria João. Mais um daqueles poemas que só tu sabes descobrir no teu sótão, mas que tal como os outros que lá ficaram, não merecia estar lá, é muito sentido e belo. Um Abraço Eduardo.
ResponderEliminarEste era do sotão do meu avô, amigo. Ele já o tirou de lá há mais de sessenta anos e agora estava numa das minhas estantes. Foi "voar" um bocadinho por aí.
EliminarAbraço grande.
Olá amiga João. Fizeste muito bem em lhe dares asas, para arejar. não te canses de fazer isso porque divulgar é preciso. Um abraço. Eduardo.
EliminarEssa é uma daquelas coisas que nunca me cansa, amigo.
EliminarÃbraço grande.
Olha amiga. Folgo muito por te saber assim tão corajosa, desejo-te que assim continues por muito tempo. m abraço Eduardo.
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