NO DIA MUNDIAL DA POESIA, ACERCA DE ANTONIO DE SOUSA
A poesia, na nossa terra,atira para o campo da estreia com algumas dezenas de nomes, durante o ano. Uns prometem ser alguém; outros escapam pela tangente; outros, ainda, são uma verdadeira calamidade.De quando em quando, no meio desse número de principiantes, aparece um veterano, daqueles que já entraram ou estão quase a entrar para o caminho da consagração. Estes passam e tornam-se imediatamente notados, como é de calcular. É assim, a modos de quando desfila um regimento, aqui e além, aparecer, destacado, um oficial. E como com esses oficiais acontece, as patentes são diversas. mais altas e mais baixas. Sucedeu isso mais uma vez, agora. depois de terem passado vários desconhecidos, surge um nome que de há muito soube tomar o preciso relevo. refiro-me a António de Sousa, um poeta que se impõe pela obra já publicada e que mais se eleva com este novo livro "Linha de Terra", hásemanas posto à venda, com uma capa desenhada por Manuel Ribeiro de Pavia.
Continuando dentro da sua costumada maneira de ser, António de Sousa, andando, como sempre, encostado ao seu curiosíssimo bordão de "Modernista", sem contudo se embrenhar demasiado em em nebulosidades escusadas, apresenta temas de forma a que, quem os leia, não sinta hesitações perante a belea e a emoção que encerram.
O autor prossegue a ua viagem de inquietante "nauta" que se encontra na sua "Ilha Deserta", se engrandece enquanto "Náufrago Perfeito", soube singrar, sem escolhos, na "Jangada" e nos deu notícias da sua intranquila viagem no "Livro de Bordo", conhecedor da arte de bem conduzir a nau da sua inspiração, velas erguidas para oceanos de longínquo sonho:
"Trouxe o navio a querena
a esta praia pequena..."
Como ele próprio nos diz no introito deste seu livro.
Praia pequena, segundo me parece, quer dizer que são poucos os poemas que, neste volume, agora nos dá, mas grande na sua intenção, na emotividade, na ânsia que alcança, que conduz a outras praias, sempre no mesmo intenso e dominador gesto de "perfeito timoneiro".
(continua)
In "A República" , artigo não assinado, datado de 15 de Fevereiro de 1952.

Olá amiga Maria João. Muitos parabéns pela publicação. Que grande alegria deves sentir ao ler um elogio deste gabarito, feito por estranhos ao teu ente querido. Que pena não haver quem se lembre de reeditar estes livros. Um bom Domingo E um abraço Eduardo.
ResponderEliminarOlha, amigo, se eu durar mais uns aninhos, acredito que ainda vou ver a obra dele em publicação póstuma!
EliminarAbraço grande.
Olha amiga. Era uma Coisa que eu gostava por duas ordens de razão, primeiro porque tu ainda vivias alguns anos mais espero bem que assim seja. outra é que eu ia ter o prazer de possuir a obra dele toda, não seria para mim, mas para os meus filhos. Abraço. Eduardo.
EliminarCaramba, amigo! Acredita que essas são palavras que qualquer poeta sonha ouvir! Obrigada pelo facto de as teres deixado registadas aqui, no blog dedicado ao meu avô!
EliminarUm grande abraço!
Olá amiga joão. Caramba digo eu. Eu não acho nada de mais, já que se trata de um desejo que eu tenho e que conseguia de realizar. Mas não vamos fazer futurologia, a contar com a vontade de quem só pensa no lucro monetário. Um abraço. Eduardo.
EliminarEstá bem amigo, mas eu acredito mesmo que isso ainda vai acontecer!
EliminarAbraço grande!
Olá amiga João. Olha que Deus te ouça, e que seja quanto antes, sempre terei tempo de me deleitar a ter aquelas poesias e sonetos maravilhosos. Abraço grande Eduardo.
EliminarEu quero acreditar que sim, amigo Eduardo.
EliminarAbraço grande!
OLÁ AMIGA MARIA JOÃO. a ser assim conta comigo ao teu lado a fazer uma forcinha, para que seja rapidinho. Abraço. Eduardo.
EliminarObrigada, amigo. Já somos dois a acreditar!
Eliminarabraço grande.
Olá amiga João. Se é verdade o ditado que vale mais poucos e bons, também é verdade que dois é o dobro de um. Abraço amigo. Eduardo.
EliminarTens razão amigo. Tu tens sempre razão! :)
EliminarAbraço grande!
Olá amiga João. Nós, os bons temos sempre razão. Ao menos isso, já que não temos outra coisa. Abraço Eduardo.
EliminarSabes qual é problema, amigo Eduardo? É que os menos bons também pensam que têm razao...
EliminarAbaço grande!
Que belos sonetos, tenho lido neste blog, assim como
ResponderEliminarbela, delicada e sensível devia ser a alma deste poeta.Na memória fica-me «Do nosso Amor» , fiquei maravilhada. Tenho que arranjar um pouquinho de tempo para ler os anteriores. Agora que o conheço não vou desistir de vir visitar.
Beijinho
Obrigada, amiga! Fico muito feliz por gostares tanto da poesia de António de Sousa!
EliminarObrigada pela visita e um beijinho!