ACERCA DE ANTÓNIO DE SOUSA (Continuação)
Nesta sua viagem, António de Sousa, ao aportar, trouxe no seu barco a que deu o nome de "Linha de Terra", carga escolhida e de agrado certo. Entre ela, porém, se encontram objectos que, pelo seu valor, mais se destacam. "Concordância" é um deles. Aquela segunda quadra de "Escala", que é como se segue:
Destinos dos desafios
ilusos, passada a rede,
ó mar que bebes os rios
onde acaba a tua sede?
Lembra uma pequena peça de marfim que mãos cuidadosas transformassem no precioso. "Toadilha" é um pedaço de canção sonhada por cantador que trouxesse na boca o sabor de uma ternura embalada por intraquila suavidade.
São poemas destes que me levam a dizer o que tantas vezes tenho repetido nestas colunas; que não é necessário ser confuso, embrenhar-se em complicadas redes de versos com a estranha maneira de aplicar termos que lembram charadas, para se ser modernista. António de Sousa é novo no modo de apresentar o tema desta sua "Toadilha", deixando, contudo, escorregar os seus versos pelo calmo declive de um modo ue se aproxima do lirismo, onde a beleza é posta sem receio de se perder.
Em outras passagens do seu liro - rica mercadoria da nau em que o autor viaja nesta jornada - como nos dois sonetos ou na "Senhora do Segredo", o poeta mostrou bemcomo consegue exteriorizar o qe na sua alma se abriga. E, ao destacar estes momentos, não quero dizer que o restante não deva ser lido com aquele cuidado que merece a poesia de bom quilate. Pelo contrário. Todos os poemas que antónio de Sousa apresenta nesta sua obra, estabelecem entre si um perfeito equilíbrio.
(continua)

Olá amiga João. Parabéns pela discrição sobre o autor e a sua obra. Pois tens publicado muito mais poesia do que documentação biográfica, que diga quem foi o autor. Conhecer é importante, gostei adicionei aos meus favoritos. Um abraço Eduardo.
ResponderEliminarObrigada, amigo. Tenho pena de que o autor do artigo não o tenha assinado. O artigo está recortado, é possível que, no contexto, fosse possível identificá-lo.
EliminarAbraço grande!
Sabes amiga? Há muitos anonimatos que são propositados, e esses temos o dever de os respeitar, mas outros há que o são por acidentes de vária ordem e esses temos pena mas não podemos fazer nada. Abraço Eduardo.
EliminarMas é claro que devemos respeitar os anonimatos propositados e outros que acontem or factores muito que não podemos ultrapassar, mas penso que a blogosfera é um excelente meio de divulgar talentos que estavam no anonimato por falta de meios para serem divulgados.
EliminarAbraço grande.
Isso amiga: é outro dos nossos grandes deveres. Para com nós próprios e para com a sociedade. Trabalhar, não é só pegar numa enxada e sulcar a terra, ou pegar numa caneta e escrever. Trabalhar, é tudo o que possamos fazer em prol das outras pessoas. Abraço Eduardo.
EliminarCaramba, amigo! Isso é o que eu ando a dizer há milénios! Trabalhar é mesmo tudo isso!
EliminarAbraço grande!
E o que queres que eu faça. Estou agora a acordar, e não tinha reparado nisso, desculpa, que para a próxima vai ser pior. Abraço Eduardo.
Eliminar:)) Podes piorar à vontade, da próxima vez... :))
EliminarAbraço grande!
ue pena ser anonimo!
ResponderEliminarObrigado por divulgares este grande texto!
cumprimentos o grupo da energia eolica!
Olá amigos! Só agora reparei que nem sequer acabei este artigo... a minha vidita tem estado menos boa e, inevitavelmente, tive de "desligar" dos meus outros blogs... para conseguir manter alguma actualização no poetaporkedeusker. Mas prometo que hei-de voltar aqui!
EliminarObrigada e um abraço grande!
M. João!
ResponderEliminarPor favor complete a informção que lhe solicitei por e-mail, pois quero publicar o poema e necessito dos elementos. Fique bem e com muita saúde. Um grande abraço. António
Meu amigo António, eu agora estou muito mais limitada a todos os níveis. Não tenho internet em casa e hoje o CJO está encerrado, no entanto já lhe enviei o email dizendo que "Canção da Chuva" é, indubitavelmente, de António de Sousa. Só tenho esse poema numa colectânea Luso-Brasileira de poesia infantil que me esqueci de procurar e, portanto, não me recordo por quem foi editada. Amanhã e depois não terei acesso à net, mas posso enviar-lhe o nome da editora por sms. Abraço grande e desculpe. As minhas limitações, agora, são mesmo muito grandes.
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