ACERCA DE ANTÓNIO DE SOUSA (continuação II)
Poemas breves e rápidos, como convém, como julgo ser melhor para quem lê e para quem escreve. Aquelas longas e demoradas poesias que no passado fizeram a sua época, caíram em desuso, felizmente. Dispersavam a ideia de quem escrevia e fatigavam o leitor. Porque o poeta, do princípio ao fim de cada poema o mantinha na mesma altura, cercado de felizes imagens, numa intensidade que não esmorecesse, o que era difícil, ou então, para cada verso onde mais se evidenciasse a emoção, apareciam dez ou doze que nada a aqueles acrescentavam e serviam apenas para diluir ou mesmo apagar o fim em vista por quem os escrevia. No novo caminho seguido - a vida é breve e exige brevidade em tudo aquilo que a cerca - uma ideia cabe em meia dúzia de versos.
E quando não, veja-seo que acontece com "Linha de Terra". Sessenta e três páginas encerram trinta e duas poesias. O que nessas poesias se encontra, se fosse nos velhos tempos do estafado lirismo em que o poeta tinha a intenção de se mostrar bom metrificador e manejador de rimas, encheria duas centenas de páginas, pelo menos.

Certamente, estou de acordo,minha amiga.
ResponderEliminarÉ preciso falar pouco e dizer muito.
Penso que sim.
CASIMIRO COSTA
Olá meu amigo Casimiro! Este é um artigo sobre António de Sousa, meu avô, que tirei do jornal República e que é datado de 15.02.1952. Ainda eu não era nascida... estou a publicá-lo aos bocadinhos. Mais parecem as obras de Santa Engrácia... vamos lá ver se hoje ainda consigo acabá-lo.
EliminarUm abraço e muito obrigada pela visita.