CONTRAPONTO

 


 



 


 


Não!


Não há depois,


Nem antes.


A Vida é só presente


- a de eternos instantes.


 


Vamos vogando entre vagos faróis


E espelhos em que nos vemos


Como ingénuas figuras-de-passar,


Sonhando um Céu de ficar


No melhor do que temos…


 


(- Ninguém me fale em morrer!


Bem vivida, mal vivida,


Minha vida,


Não és de dar nem vender!)


 


Querida


Não é a morte


- Que nela sabemos tudo


E o não-saber é de veludo!


 


 


In "Linha de Terra", Lisboa, 1951


 


Imagem retirada da internet

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