OS "ACASOS" DA BLOGOSFERA
A UM POETA-SENHOR -Miguel de Sousa Azevedo Soube um dia, há idos anos, que uma Alma, nortenha e fugidia, tinha em tempos passado p'la "Presença", onde tantos dedos célebres, de acérrimos defensores de direitos e poder, pintaram as letras da cor-do-Mundo. Certa noite, em Descoberta, mergulhei, em "Livro de Bordo", num mundo de sonetos e rimas, cujas paragens ou simples cais de descanso, cujas mensagens ou simples marés em balanço, me fizeram por vezes tremer, em nome dos Cabos das Descobertas que em mim já tinha feito. Lembro então uma visita, ao quarto ano de vida, e que o escuro da memória só deixa passar em imagem, em que a Forte figura lá estava, um tanto acabada, mas bela, imponente e barbada, pela cintura, e em mim subiu ao coração Linhas e letras de folhas, amarelas pelo tempo, li e reli desde então Um forte impulso de querer virar o tempo é a linha constante e a fusão Do amor pelos outros com a incompreensão... o reconhecimento das obras, não é nunca, por si só, o verdadeiro indício daquilo que um Homem vale. Vou querer-te sempre, como foste Tio António de Portucale Porto, 26-OUT-1998 (Este Poema escrevi-o em lembrança do meu Tio-Avô materno António de Sousa. Um dos Homens da "Presença" e um dos menos lembrados geniais poetas deste país...)
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Olá minha querida amiga Maria João. Antes de mais nada, desejo-te que estejas melhor das tuas macacoas. Eu vou andando obrigado. Este teu tio-avô, onde quer que ele esteja, terá fortes razões para ser quem mais vai chorar por ti no dia que tu fechares os olhos, para não mais os abrires. Pois afinal, até já se deve ter glorificado a ele próprio, por ter assim uma sobrinha neta, tão veneradora dos seus entes queridos. Mas não te arrependas por isso. Quem sabe ele em vez de chorar dirá… Ainda bem que terminaste o teu fado, em minha homenagem, senta-te aqui a meu lado neste banco que eu reservei para ti, mal acabei de chegar. Um grande abraço deste amigo Eduardo.
ResponderEliminar:) É avô, amigo. O António de Sousa é meu avô e pai do meu pai. O Miguel, que escreveu este poema, é meu primo e eu ainda me lembro muito bem da mãe dele, embora só a tenha visto quando era muito pequenina. Queres que me sente no banquinho? Olha que eu sento mesmo! Estou geladinha mas tenho nada mais nada menos do que cinco camisolas e um casacão! Estás a ver? Pareço o Pai Natal!
EliminarAbraço grande!
EliminarOlá amiguinha. Desculpa, eu já me esquecia que tu já és bastante velhota, mas tu conheces-me e sabes que não é por mal, que eu digo estas bacoradas. Isto são injúrias, o que é pior ainda. Um abraço. Eduardo.
:)) Não são injúrias, não senhor! E eu estou mesmo mais cheia de camisolas do que o Pai Natal! Tu és um bom amigo e eu desejo-te o melhor do mundo!
EliminarAbraço grande!